The Country of the Misplaced Patriotism

World cup, the year begins and we can see Brazil’s flags painted in the streets and faces, hung in the windows, cars, printed in shirts, pants, slippers, tennis, and even stronger in the mouth of the Brazilian people! I am "Brazilian with a lot of pride, with a lot of love", the youths scream on the streets.
Brazil is eliminated in the round of 8 of the tournament, less than one week there is no flags hung in the cars and windows, the clothes are already absent, the paintings are already misled and dismaying.

R$ 85 000 000 (almost 50 million in American Dollars) are stagnated in the market in products green-yellow, and there won't probably movement for a long period. 
On the streets, I can contemplate the old habit again "This country is a shit."


Now think, where is the fucking patriotism?


The Brazilian people’s patriotism have bases on the football, out of this sport nobody has more pride of the country, nobody hears the youths screaming for the pride on September 7, November 15, while other even ignore the cause of the holiday of April 21; To sing the hymns of the country? That’s a joke! -differently than other jokes: they don't know how to tell this one.


Every child has knowledge about all players in the Brazilian selection of football, clubs which they play, from where they came, their ages, their histories, because they are taught to like this.


Every child doesn't have knowledge who are the politicians in their cities, states or country, they learn that is nonsense, uninteresting and it doesn’t have any importance.


Children learn Brazil has one of the worst income distribution in the world, they learn it is a violent country, they learn the beauty of the country is for few, and they understand the country is a shit to live. Being like this, the only thing that it matters is the football.


Brazil, the misplaced hexagram of brain!

 

Montanha Macabra, 06/07/20

O País do Patriotismo Extraviado

Ano de Copa do Mundo, desde o início do ano vemos bandeiras do Brasil pintadas nas ruas e rostos, penduradas nas janelas, carros, estampada em camisetas, calças, chinelos, tênis, e maiormente na boca do brasileiro! “Sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”, gritam os jovens pelas ruas.

O Brasil é eliminado nas quartas de final do torneio, em menos de uma semana não há mais as bandeiras penduradas nos carros e janelas, as roupas já estão ausentes, as pinturas já estão desgarradas e esmorecendo. R$ 85 000 000,00 estão estagnados no mercado em produtos verde-amarelo, e provavelmente não haverá movimento por longo período.

Nas ruas, volto a contemplar o de costume “Esse país é uma droga”.

Agora pensem, onde está a porra de patriotismo?

O patriotismo do brasileiro baseia-se no futebol, fora deste esporte ninguém tem mais orgulho do país, ninguém ouve os jovens gritando pelo orgulho no dia 7 de Setembro, 15 de Novembro, enquanto outros até desconhecem o motivo do feriado de 21 de Abril; Cantar os hinos do país? Que piada! -diferentemente das outras piadas: eles não sabem contar esta.

Toda criança tem o conhecimento de todos os jogadores na seleção brasileira de futebol, os clubes que jogam, de onde vieram, suas idades, suas histórias, pois assim são ensinadas.

Toda criança não tem o conhecimento de quais são os políticos de suas cidades, estados ou do país, elas aprendem que isso é bobagem, desinteressante e sem importância.

As crianças aprendem que o Brasil tem uma das piores distribuição de renda do mundo, aprendem que é um país violento, aprendem que a beleza do país é para poucos, e entendem que o país é uma merda para viver. Sendo assim, a única coisa que importa é o futebol.

Brasil, o hexagrama extraviado do cérebro!

Montanha Macabra, 06/07/20

 

System of the World Paranoiac Dementia

System of the World Paranoiac Dementia

There is a system which the humanity is condemned to live until expiring; Without knowing: they were born, they grow and their own souls and bodies hallucinate in the rottenness.
The more rottenness, hallucination, and curse, more respected and wanted they are.
It was not in vain when I dialogued with one of the icons of the stage, I inquired what was the sense of breathing, all the enviable blind knew to answer was on the desire of larger curses and inequalities under their hands.
The human whose refuses the paradigm of those hallucinated is rated as hypochondriac, that human doesn't feel the pleasures that the system provides, who could it be if it is not a paralytic?
The target of all these slaves is always to want plus, plus, plus... the World Paranoiac Dementia is insufficient, without a finite to be reached.

Believe in divinity or do not, but it is undeniable that there is more than 10000 years ago, men already alerted of the rottenness, Moses and Isaiah left this clear. Times ahead, Jesus Christ taught all the ones which wanted to abstain themselves of the rottenness, to ignore the repugnant hallucination whose dominates the humanity "These things I have spoken to you, so that in Me you may have peace. In the world you have tribulation, but take courage; I have overcome the world."

Some rats think they are better than others, but few know that all they have squeezed brains, creating worms and bacterium, their home will always be in a deep sewer.

"You will be ever hearing, but never understanding; you will be ever seeing, but never perceiving. This people's heart has become calloused; they hardly hear with their ears, and they have closed their eyes" (Isaiah 6:9-10).

You cannot understand my madness, because it is my lucidity and my breath.

Chuva do Sete 05/2010.

Sistema da Demência Paranóica Mundial

Sistema da Demência Paranóica Mundial

Há um sistema qual a humanidade está condenada viver até expirar; Sem saber: nascem, crescem e alucinam suas próprias almas e corpos na podridão.
Quanto mais podridão, alucinação, e maldição, mais respeitados e desejados são.
Não foi em vão quando dialoguei com um dos ícones do palco, perguntei a tal qual o sentido de seu fôlego, tudo o que o invejável cego soube responder foi sobre o desejo de maiores maldições e desigualdades sob suas mãos.
O indivíduo que recusa o paradigma dos alucinados é taxado de hipocondríaco, não sente os prazeres que o sistema proporciona, quem o mais poderia ser além de um paralítico?
O alvo de todos estes escravos é sempre querer mais, mais, mais... a Demência Paranóica Mundial é AUTOINSUFICIENTE, sem um finito a ser atingido.

Acreditem em divindade ou não, mas é inegável que há mais de 10000 anos atrás, homens já alertavam da podridão, Moisés e Isaías deixaram isso claro. Tempos após, Jesus Cristo ensinou a todos os que queriam como abster-se da podridão, ignorar a alucinação repugnante que domina a humanidade "Refletem pois estas coisas para que deixo aqui declaradas, neste mundo havereis de ter aflições mas tenham coragem: eu venci o mundo e vós vencereis também".

Uns ratos se julgam melhores que outros, mas poucos sabem que todos estão com os cérebros esmagados, criando vermes e corós, a sentença é que seus lares sejam os esgotos eternamente.

"Ouvi, e não entendais; vede, vede, mas não percebais. Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo” (Is 6:9-10).

Vocês não podem entender minha maluquez, pois ela é a minha lucidez e meu fôlego.

Chuva do Sete 05/2010.

Educação de quarto mundo

No meio da tragédia do Haiti, que comove até mesmo os calejados repórteres de guerra, levo um choque nacional. Não são horrores como os de lá, mas não deixa de ser um drama moral.

O relatório "Educação para todos", da Unesco, pôs o Brasil na 88ª posição no ranking de desenvolvimento educacional. Estamos atrás dos países mais pobres da América Latina, como o Paraguai, o Equador e a Bolívia. Parece que em alfabetizar somos até bons, mas depois a coisa degringola: a repetência média na América Latina e no Caribe é de pouco mais de 4%. No Brasil, é de quase 19%.

No clima de ufanismo que anda reinando por aqui, talvez seja bom acalmar-se e parar para refletir. Pois, se nossa economia não ficou arruinada, a verdade é que nossas crianças brincam na lama do esgoto, nossas famílias são soterradas em casas cuja segurança ninguém controla, nossos jovens são assassinados nas esquinas, em favelas ou condomínios de luxo somos reféns da bandidagem geral, e os velhos morrem no chão dos corredores dos hospitais públicos. Nossos políticos continuam numa queda de braço para ver quem é o mais impune dos corruptos, a linguagem e a postura das campanhas eleitorais se delineiam nada elegantes, e agora está provado o que a gente já imaginava: somos péssimos em educação.

Pergunta básica: quanto de nosso orçamento nacional vai para educação e cultura? Quanto interesse temos num povo educado, isto é, consciente e informado - não só de seus deveres e direitos, mas dos deveres dos homens públicos e do que poderia facilmente ser muito melhor neste país, que não é só de sabiás e palmeiras, mas de esforço, luta, sofrimento e desilusão?

Precisamos muito de crianças que saibam ler e escrever no fim da 1ª série elementar; jovens que consigam raciocinar e tenham o hábito de ler pelo menos jornal no 2º grau; universitários que possam se expressar
falando e escrevendo, em lugar de, às vezes com beneplácito dos professores, copiar trabalhos da internet.

Qualidade e liberdade de expressão também são pilares da democracia. Só com empenho dos governos, com exigência e rigor razoáveis das escolas - o que significa respeito ao estudante, à família e ao professor - teremos profissionais de primeira em todas as áreas, de técnicos, pesquisadores, jornalistas e médicos a operários.

Por que nos contentarmos com o pior, o medíocre, se podemos ter o melhor e não nos falta o recurso humano para isso? Quando empregarmos em educação uma boa parte dos nossos recursos, com professores valorizados, os alunos vendo que suas ações têm consequências, como a reprovação - palavra que assusta alguns moderníssimos pedagogos, palavra que em algumas escolas nem deve ser usada, quando o que prejudica não é o termo, mas a negligência. Tantos são os jeitos e os recursos favorecendo o aluno preguiçoso que alguns casos chegam a ser bizarros: reprovação, só com muito esforço. Trabalho ou relaxamento têm o mesmo valor e recompensa.

Sou de uma família de professores universitários. Exerci o duro ofício durante dez anos, nos quais me apaixonei por lidar com alunos, mas já questionava o nível de exigência que podia lhes fazer. Isso faz algumas décadas: quando éramos ingênuos, e não antecipávamos ter nosso país entre os piores em educação. Quando os alunos ainda não usavam celular e iPhone na sala de aula, não conversavam como se estivessem no bar nem copiavam seus trabalhos da internet - o que hoje começa a ser considerado normal. Em suma, quando escola e universidade eram lugares de compostura, trabalho e aprendizado. O relaxamento não é geral, mas preocupa quem deseja o melhor para esta terra.

Há gente que acha tudo ótimo como está: os que reclamam é que estão fora da moda ou da realidade. Preparar para as lidas da vida real seria incutir nos jovens uma resignação de usuários do SUS, ou deixar a meninada "aproveitar a vida": alguém pode me explicar o que seria isso?

Lya Luft - Revista Veja


Postado por Montanha Macabra em 09/03/2010.

FEIOS, PORCOS E MAUS

FEIOS, PORCOS E MAUS
(José Miguel Silva)



Compram aos catorze a primeira gravata
com as cores do partido que melhor os ilude.
Aos quinze fazem por dar nas vistas no congresso
da jota, seguem a caravana das bases, aclamam
ou apupam pelo cenho das chefias, experimentam
o bailinho das federações de estudantes.
Sempre voluntariosos, a postos sempre,
para as tarefas de limpeza após combate.
São os chamados anos de formação. Aí aprendem
a compor o gesto, a interpretar humores,
a mentir honestamente, aí aprendem a leveza
das palavras, a escolher o vinho, a espumar
de sorriso nos dentes, o sim e o não
mais oportunos. Aos vinte já conhecem
pelo faro o carisma de uns, a menos valia
de outros, enquanto prosseguem vagos estudos
de Direito ou de Economia. Começam, depois
disso, a fazer valer o cartão de sócio: estão à vista
os primeiros cargos, há trabalho de sapa pela frente,
é preciso minar, desminar, intrigar, reunir.
Só os piores conseguem ultrapassar esta fase.


Há então quem vá pelos municípios, quem prefira
os organismos públicos — tudo depende do golpe
de vista ou dos patrocínios que se tem ou não.
Aos trinta e dois é bem o momento de começar
a integrar as listas, de preferência em lugar
elegível, pondo sempre a baixeza em cima de tudo.


A partir do Parlamento, tudo pode acontecer:
director de empresa municipal, coordenador de,
assessor de ministro, ministro, comissário ou
director-executivo, embaixador na Provença,
presidente da Caixa, da PT, da PQP e, mais à frente
(jubileu e corolário de solvente carreira),
o golden-share de uma cadeira ao pôr-do-sol.
No final, para os mais obstinados, pode haver
nome de rua (com ou sem estátua) e flores
de panegírico, bombardas, fanfarras de formol.


Postado por Montanha Macabra em 05/03/2010

O Conta da Velha Sonhadora - Menina Morta

O Conta da Velha Sonhadora - Menina Morta



Conta-se a historia, de uma Velha que ficava sentada o dia inteiro em sua cadeira de balanço. Sozinha, em um quarto escuro, com vestes tão velhas quanto sua propria idade. "O que será que ela espera?". Perguntavam os transeuntes que a viam pela janela em seu velho casebre abandonado. Havia uma imensidão de teorias de sua grande solidão. Alguns diziam que esperava o marido que viajou, outros diziam que esperava o filho que se alistou.

Sozinha a velha senhora ficava em sua sala. Sem mobilia, sem luz. Ao seu lado apenas uma grande estante com os mais diversos vidrinhos recipientes. Alguns pequenos, outros medios, alguns mal se pode ver, e outros enormes, enorme como sua propria tristeza. O que será que mantem uma pessoa ao lado de uma estante velha? O que mantem esta senhora em inercia e sedentarismo?

Demorei a entender, que em cada vidro a senhora guardava momentos. Cada momento de sua vida ela guardava em pequenos e variados potinhos de vidro, para que durassem até sua morte. E ela colecionou muitos durante muito tempo. Mas agora o que lhe resta? Apenas sua cadeira e seus vidros. Seus vidros de nada significam, e de nenhum valor tem. Pois a Velha não é a mesma, e ate o fim de seus dias irá guardar seus momentos. Ah, pobre senhora, jogada nesta Cidade Melancolica, onde ninguem nunca sorri. Esta fadada a viver em melancolia, olhando os momentos que possuiu em mãos, e que aprisionou em pequenos vidros. Pobre Senhora, que já gastou todos os vidros de seu estoque.